Leio a água, o solo, o sol e o vento do seu terreno e desenho um plano para produzir alimentos, reter água e regenerar a paisagem, adaptado ao clima de Portugal e à vida de quem lá vive.
Para quem trabalho
Trabalho com pessoas que têm ou vão ter terra e querem que ela produza, aguente o verão e melhore com o tempo.
Tem um terreno e não sabe por onde começar
Uma leitura do local e uma ordem clara de passos evitam investir dinheiro em obras e plantações que depois não resultam.
Vai comprar um terreno rústico
Água disponível, declive, solo, exposição e risco de fogo pesam na decisão. Faço a avaliação do terreno antes da compra, para que decida com mais informação.
Tem uma quinta ou horta e quer fazer a transição
Menos rega, menos adubo comprado, mais cobertura do solo e mais diversidade, ao ritmo que for necessário.
Lidera um projeto comunitário, retiro ou centro de aprendizagem
Zonas comunitárias, circulação de pessoas, água, alimento e eventos desenhados em conjunto, com fases realistas.
Como funciona
Um percurso com etapas claras. Cada projeto ajusta-se ao tamanho do terreno e ao que quer alcançar.
- Conversa inicial. Falamos do terreno, dos seus objetivos, do orçamento e do tempo que tem para o cuidar. DURAÇÃO: 30 a 45 min, sem custo
- Visita e leitura do terreno. Percorro o local consigo: declives, escoamento da água, tipo de solo, vegetação existente, sol, vento e acessos. Recolho mapas, fotografias aéreas e o seu historial de uso. DURAÇÃO: 1 dia
- Conceito. Proponho a organização geral: onde fica cada elemento e porquê. Ajustamos juntos antes de detalhar.
- Plano detalhado. Planta, estratégia de água e movimentação de terras, plantações, fases e prioridades, com listas de espécies. Prazo habitual de entrega: 3 a 6 semanas.
- Acompanhamento. Acompanho a implementação como combinarmos: com visitas ao terreno, com apoio à distância ou com trabalho no terreno. Reveremos o plano à medida que o terreno responde.
O que recebe
- Mapa de base com a análise do local: declives, linhas de escoamento, solo, sol e vento
- Estratégia de água: onde abrandar, espalhar, infiltrar e, se fizer sentido, armazenar
- Plano de plantação: floresta comestível, horta, sebes, sombreamento e corredores de vida
- Organização por zonas, consoante a frequência de visita e de cuidados
- Acessos, localização de construções e áreas de trabalho
- Plano de gestão do fogo: espécies, distâncias e gestão da biomassa
- Fases por prioridade e orçamento: o que fazer no primeiro ano e depois
- Listas de espécies adequadas ao local, para escolher onde e a quem comprar
Como leio um terreno em Portugal
O clima mediterrânico e atlântico tem chuva concentrada no outono e inverno, verões secos e risco de fogo. O desenho parte dessa realidade.
A água primeiro
A chuva chega em pouco tempo e o solo nu deixa-a fugir. Começo por abrandar, espalhar e infiltrar a água no terreno, antes de pensar em armazená-la.
O fogo faz parte do desenho
A escolha de espécies, a distância entre a casa e a vegetação mais combustível e a gestão da biomassa são decididas desde o início e verificadas com a legislação em vigor e com o município.
Solo vivo e coberto
Solo com cobertura e matéria orgânica retém mais água e sofre menos erosão. Protejo e alimento o solo antes de plantar.
Espécies adaptadas ao local
Dou prioridade a espécies autóctones e a culturas adaptadas ao sequeiro, e evito espécies invasoras. A diversidade reduz o risco quando um ano corre mal.
Os resultados dependem do local, do clima de cada ano e da forma como o terreno é gerido. Um bom plano reduz o risco, mas não o elimina.
Projetos
Trabalho em terra desde antes de oferecer consultoria. Estes são os terrenos onde mais aprendi e onde aplico o que desenho.
Jardim da Guida
1 hectare, casa de família, desde 2021

Criação de solo com sistemas de compostagem e gestão de um jardim aberto à comunidade, com eventos, oficinas de compostagem e iniciação à permacultura.
Ponto de partida
Em 2021, o jardim estava abandonado há cerca de 10 anos, com pouco movimento e manutenção mínima.
Na zona de floresta, o solo era visivelmente rico, graças à decomposição natural de árvores com mais de 50 anos, e no outono havia muitos cogumelos comestíveis.
A água entrava sem controlo vinda do terreno vizinho, mais acima. A diversidade de plantas era pouca, e uma vedação de tuias à volta de todo o terreno tinha-se tornado bastante seca ao longo dos anos.
O que fiz
Resíduos: implementei círculo de bananeira, minhocário e compostagem convencional a quente, para fechar o ciclo dos resíduos do jardim. Todo o excedente volta à terra, e partilho o processo com os mais novos em oficinas de verão.
Água: abri valas e caminhos estratégicos para que a água atravesse o terreno devagar e seja encaminhada, em vez de se concentrar. Fiz também a manutenção dos sistemas de escoamento já existentes.
Plantação: plantei duas linhas sintrópicas com árvores de fruto, vinhas, fisálias, amoras de silvas sem espinhos e morangos silvestres.
Árvores e madeira: fiz podas de manutenção em árvores de grande porte e processei a madeira de liriodendros para construir estruturas.
O que mudou
Ao fim de dois anos, já oferecíamos fruta colhida no jardim, em frente à janela, aos hóspedes que recebíamos.
A água está agora a ser redirecionada lentamente para dentro do terreno, em equilíbrio.
Realizámos vários eventos culturais e oficinas educativas.
Recebemos voluntários de todo o mundo, que nos ajudam nos trabalhos necessários à abundância ecológica do jardim.
Vale Ondula
3,6 hectares de floresta no norte de Portugal, equipa residente desde 2024

Projeto de santuário natural e centro de permacultura, com agrofloresta em sistema sintrópico e espaço para cursos, voluntariado e retiros.
Ponto de partida
Uma floresta abandonada há cerca de 20 anos, com várias espécies plantadas (cerejeira, nogueira-negra, castanheiro, choupos e carvalhos), todas a precisar de manutenção a sério.
Havia bastante água no inverno para captar e encaminhar, mas o sistema de água existente estava muito degradado.
O que fiz
Compostagem e água: iniciei a compostagem central com o círculo de bananeiras, ligado às águas cinzentas da cozinha comunitária.
Fogo: participei em ações de limpeza e manutenção antifogo do terreno.
Agrofloresta: fiz parte do início do desenho e da plantação, com árvores de fruto, arbustos e outras plantas benéficas ao sistema.
Pessoas: organizei workshops de ecologia e permacultura e faço a gestão das redes sociais e da comunicação do Vale Ondula.
Construção: recolhi materiais diversos para construir estruturas, como o galinheiro.
O que mudou
Em 2026, 80% do terreno está limpo e 40% em manutenção constante.
Já colhemos frutos novos e recuperámos árvores antigas, que agora produzem mais. Temos ovos em abundância e uma estufa de 10 x 8 m.
Uma colina viva serve de exemplo de como cultivar em terreno íngreme.
Somos procurados e visitados através do site e das redes sociais, contando, em média, com 3 voluntários a ajudar no desenvolvimento do projeto.
O que dizem as pessoas com quem trabalhei
Having Leon as a consultant to our project was really important to integrate community and permaculture principles for a head start. With his help we could reach faster and better results in many branches. Not only with the land and how to look at it but also with the neighbours and local community, on how to collaborate. Couldn’t have had a better experience and introduction into Portugal way of life.
Katherin, Penafiel
Working with Leo was a big push up in the beginning of our land purchase. He helped us reading the land to start implementing the first productive gardens, living edges, water systems, soil erosion prevention and many other details. I can only recommend his passion, knowledge and experience.
Teo, Amarante
Contactei o Leonardo para me ajudar a podar umas árvores de fruto num terreno e acabei por desenvolver todo um projeto comunitário abundante em vida e bem-estar. A criatividade e vivências do Leonardo ajudaram realmente a desbloquear espaços antigos e fechados, gerando nova vida e construindo comunidade ao mesmo tempo. Existem realmente pessoas que temos de conhecer durante a vida.
Francisco, Gaia
Formação e percurso
- 2024. Conversa de introdução à Permacultura no Festival Festança.
- 2023. PDC dedicado ao desenho de festivais com Hélder Valente (New School Permaculture), aplicado ao Festival Festança, em Baião.
- 2021. Colaboração na organização do Primal Gathering, com cinco dias de plantação de 1500 árvores e 40 participantes.
- 2020. Curso de Design em Permacultura (PDC) com John Ras Cresswell, na Serra Nevada, Espanha.
- Antes. Designer multimédia, com trabalho em Berlim e no Porto. Fotografia e imagens aéreas com drone fazem parte do meu percurso artístico e profissional.
Três princípios éticos
Cuidar da terra
Solo, água e vida são o ponto de partida do desenho, não um acessório.
Cuidar das pessoas
O plano tem de caber na vida, no tempo e no orçamento de quem vai cuidar dele.
Partilhar os excedentes
O que o terreno produz a mais devolve-se: troca, doação, ensino ou reinvestimento no próprio sistema.
Perguntas frequentes
Quanto custa?
PREÇO: visita e leitura do terreno a partir de 120€; projeto completo depende da área e da complexidade. Depois da conversa inicial, envio uma proposta clara, sem surpresas.
Que área mínima faz sentido?
Desde quintal ou horta até dezenas de hectares.
Em que zonas trabalha?
Mais focado no Norte do país. Desloco-me em todo Portugal. Faço também consultoria remota.
Fazem também a implementação?
Sim. Posso acompanhar com visitas ao terreno, com apoio à distância ou com trabalho no terreno, e tenho serviços de jardinagem e preparação de solo.
O que preciso de preparar antes da visita?
Localização e limites do terreno, fotografias, documentos que tenha (caderneta predial, plantas) e uma lista do que gostaria de ter ali daqui a cinco anos.
Quanto tempo demora a ver resultados?
Depende do que se mede. A água e a cobertura do solo mostram resposta na primeira estação de chuvas. Árvores e a floresta comestível levam anos. O plano por fases serve para criar valor em cada etapa.
Fale comigo sobre o seu terreno
Conte-me onde fica, que tamanho tem e o que gostaria de ver crescer. Respondo pessoalmente.
